19 de junho de 2011

Bom empate em Curitiba, mas a atuação foi abaixo do esperado

Gostaria que o Inter vencesse e isso é o que deveria acontecer para compensar os resultados ruins anteriores, mas o Inter não fez por merecer vencer, e o empate acabou sendo bom negócio.

De bom, Muriel, que foi o melhor em campo, fazendo grandes defesas e dando a devida segurança na nossa goleira.
Também considero positivo que o Falcão tenha feito alterações no time tanto no início do jogo como de esquema ao longo do jogo.
Podemos discutir se elas foram boas ou não, isso é outra coisa, mas o fato do Falcão alterar o time em 3 posições para o início do jogo, já é algo para se saldar, pois mostra que ele não está satisfeito com o time e está buscando alternativas.

Analisando as escolhas do Falcão, Muriel mostrou ter sido uma boa escolha.
Glaydson na proteção da defesa também foi bem, além de marcar um golaço.
E o Juan foi um acréscimo em relação ao Rodrigo.
Portanto, 3 boas mudanças.

Se as entradas dos jogadores foram boas, já a saída do Oscar eu não gostei.
Acho que o Oscar é titular do Inter em qualquer situação, e entendi menos ainda quando ao longo do segundo tempo, com o Coritiba indo para cima e dando espaços, o Oscar não ter entrado.
Ainda mais que no jogo anterior fora de casa, contra o America-MG, o Oscar puxou muitos contra-ataques e trouxe velocidade ao Inter para atacar.
Sem Oscar, o Inter voltou a ser lento e só jogou bem os 12 primeiros minutos do segundo tempo, depois, só deu Coritiba.

Zé Roberto teve boa participação, mas joga melhor buscando jogo no meio e partindo de trás, por isso, Damião segue muitas vezes isolado, mesmo assim, quase marcou em duas jogadas.
Nei pelo menos não comprometeu na parte defensiva, mas na ofensiva, praticamente não ajudou em nada.
Fabrício estranhamente entrou no lugar do D'Alessandro, deixando o Oscar de fora, mas pelo menos o Fabrício mostrou vontade, é jogador para receber mais chances e pode ser uma boa opção, quem sabe sendo o segundo ou terceiro do meio-campo, pois na lateral, pelo jeito, não querem escalá-lo.

E o Kléber, além de ser desinteressado do jogo, desta vez, comprometeu feio, ao não tirar de cabeça bola fácil, aonde resolveu matar no peito, dentro da área, perder a bola e cometer penalti no atacante do Coritiba.
Deveria ser multado por um lance destes, pois não foi por falta de qualidade que não tirou, foi por total falta de respeito com seus companheiros e com a torcida Colorada, mostrando muita displicência neste lance.

Ah, e o Mathias errou tudo que fez em campo. Gordo e sem condições técnicas de jogar no Inter, não sei como não dispensam ele de uma vez, pois se ficar, corre o risco de ser escalado.

O Falcão fez o que todos pediam, que mexesse no time, se foi para pior ou não, é discutível, mas mexeu, e isso é bom.
Agora é esperar que ele siga alterando o time, que mais mexidas aconteçam, quem não está correndo saia do time(são muitos), o time passe a ter mais vontade e seja mais veloz, que é o que mais falta a este time.

5 de junho de 2011

Inter, melhor escalado, vence a primeira no Brasileirão

Foi só escalar certo do meio prá frente, com um time bem equilibrado e sem deixar o centroavante isolado, que o Inter deslanchou e fez 4 quatro gols, e poderia ter feito mais outros.
O time melhorou principalmente na velocidade para atacar, pois várias vezes saímos de trás para o ataque com grande velocidade e com poucos toques já estávamos na área adversária.

Oscar foi o grande nome do jogo, marcando dois gols e fazendo grandes jogadas.
É jogador titular absoluto, pois joga muito, tem velocidade e grande técnica, além de concluir muito bem.
Zé Roberto também teve grande atuação, puxando muitos contra-ataques e organizando várias jogadas ofensivas.
Os dois revezaram na chegada ao ataque, confundindo a marcação, pois não sabiam a quem marcar.

O meio-campo escalado é o que temos de melhor no momento, deveria ser mantido.
O problema é que a zaga, já que é muito fraca, exige que se tenha uma proteção muito maior do que o normal.
Tomamos dois gols hoje e poderíamos ter levado outros 3, se o América-MG concluí-se melhor.

Juan estava totalmente perdido na lateral, com Rodrigo ajudando muito pouco, com isso, o lado esquerdo Colorado era um buraco, aonde o América criou várias jogadas por ali.
Rodrigo e Juan foram envolvidos o jogo todo.
A situação atual da zaga compromete todo o time, pois para escalar o melhor meio-campo que temos, que foi o que jogou hoje, passamos a correr muitos riscos defensivos, já que a zaga é lenta e se posiciona muito mal.

Com isso, é de se pensar o que é melhor, proteger nossa fraca defesa colocando mais volantes ou escalar o meio-campo mais equilibrado e ofensivo, mas deixando nossa fraca defesa mais vunerável?
Eu preferia que arrumassem a zaga e o time do meio para frente pudesse ser o que jogou hoje.

Agora é a hora do Falcão mostrar que pode equilibrar este time, tem que arriscar e promover alguém para arrumar nossa zaga, ou a direção se mexe e trás alguém, pois está muito evidente que nosso problema maior é a zaga, pois se corrigirmos a zaga, poderemos ter um meio-campo mais leve e criativo.
Se não arrumarmos a zaga, vamos sofrer muito, pois, ou enchemos de volantes ou vamos sempre ter que fazer muitos gols para compensar os erros defensivos.

28 de maio de 2011

Sugestão de time

Não vou entrar no mérito de qual goleiro deve jogar, por respeito ao drama que passa o Renan, mas todos sabem minha opinião.

Na lateral, não temos nada, Nei é insuficiente, e seu reserva é comprometedor.
Vale improvisar o Glaydson, até alguém aparecer.
Na zaga, precisamos acabar com a nossa lentidão, escalando pelo menos um zagueiro rápido.
Na esquerda, o desanimado Kléber ainda é a melhor opção.

No meio, Guinazu e Tinga deveriam ser os volantes, afinal, o último bom jogo Colorado, aonde amassamos o gremio, foi com os dois de volantes, naquele 1x1, aonde o gremio só reagiu após o Guinazu ser expulso.
Hoje, após os dois ficarem como volantes, já melhorou um pouco o time.

D'Alessandro cadencia o jogo e não entra na área, portanto, seu companheiro no meio-campo precisa compensar, sendo rápido e entrando na área para concluir.
Pode ser o Oscar ou o Zé Roberto.

No ataque, Damião joga, e seu companheiro pode ser o Cavenaghi(pois o Bolatti estará na seleção) ou alguém que possa dividir com o Damião as atenções da defesa.
Ricardo Goulart não tem imposição física, seria mais para entrar durante o jogo tentando puxar contra-ataques.
É uma posição complicada com o grupo que temos.
Tem o Sasha, o Alex e agora o Gilberto. É questão de ver quem está melhor e apostar nele.

Depois de escalar o time de forma mais equilibrada e tentando dar mais velocidade ao time, aí entra as jogadas ensaiadas e triangulações em velocidade, mas para isso, só escalando melhor.

Algo precisa ser feito, ficar só olhando o time cadenciando o jogo e jogando sem vontade, é que não dá mais para ficar.
Ou reagimos agora, ou depois será tarde demais.

Inter segue apresentando os mesmos defeitos

Durante a semana desanimei total quando vi que o Falcão tinha esquecido tudo que ele falava como comentarista, que eram colocações equilibradas, time com velocidade e sempre privilegiando que os melhores devem jogar.
Já esperava que o time não fosse vencer, a derrota não me surpreendeu, pois o time não produz e nem tem vontade para produzir mais do que tem feito.

A zaga é escalada com jogadores lentos e o único que tem velocidade, que é o Daniel, é muito limitado tecnicamente.
Juan, jogador rápido, é esquecido após jogar bem em Santos.
Moledo, outro com boa velocidade, nem chance recebe.

No meio campo, 3 volantes para jogar com o Ceará em casa. Incrível.
Mais o D'Alessandro, que cadencia o jogo e não entra na área.
Ou seja, o meio campo não estava escalado para ajudar o ataque.
O básico são triangulações, e isso não aparece, não tem desculpa o tempo de treino, pois é o mínimo que se espera de um time.

Zé Roberto, que é bom jogador, não é atacante, pode, pela sua condição técnica, ajudar o time, como foi no gre-Nal, mas sua posição é a de quarto do meio-campo.
Damião, como sempre, isolado na frente.
Quando no segundo tempo o Inter ficava tentando cruzar bolas na área e o Damião tinha o Tinga como seu companheiro de ataque, ficou evidente a bagunça tática Colorada.

O Inter pode ganhar alguns jogos, mas não tem nenhuma condição de disputar o título do Brasileirão, pois este campeonato, diferente dos campeonatos que são mata-mata, aonde qualquer coisa pode acontecer, sempre ganha o melhor.
E só disputa o título quem tem pelo menos um time bem equilibrado.

Nos dias de hoje, com o futebol cada vez mais competitivo, se não tivermos jogadores rápidos e jogadas em velocidade, não tem como disputar campeonatos que exijam mais qualidade, como o Brasileirão.
O mínimo que se exige é que o técnico escale certo. Depois é que se exige que o time tenha jogadas bem elaboradas, mas se nem escalado certo o time é, aí fica difícil.
Não é a toa que o Inter chuta pouco a gol.

Não vejo esperanças ao Inter, vamos sofrer o resto do ano, não tem jeito, a mesmice que era com o Roth se repete com o Falcão, inclusive com a mesma escalação e estilo de jogo.
Não vejo nada novo e o Falcão só fica pedindo mais tempo.
Mais tempo para quê se o time sempre nunca tenta algo novo?

Se nenhuma mudança forte acontecer, será assim até o fim do ano, buscando pelo menos ficar na sul-americana, ainda mais que perderemos vários jogadores para as seleções(Brasileira, Argentina e sub-20).

23 de maio de 2011

Estréia com resultado bom, mas com desempenho que preocupa

O Inter ganhou um ponto contra o Santos na Vila, lugar onde poucos conseguem pontuar.
Mas como o Santos jogou com time todo reserva, preocupou a falta de inspiração Colorada para superar o time Santista.

Tá certo que o Inter também não tinha alguns titulares, como D'Alessandro, Andrezinho, Nei e até podemos considerar o Sóbis.
Mas isso não deveria ter permitido que o jogo fosse tão igual.
No primeiro tempo, placar justo de 1x1.
E no segundo tempo, o Inter teve duas boas chances, mas o Santos também teve uma chance.
No fim, placar acabou sendo justo e preocupante para os Colorados.

O time Colorado parecia meio anestesiado após o grande esforço para conquistar o título Gaúcho.
Acabou não mostrando a mesma garra e vontade de vencer do jogo passado.
Tinga e Guinazu foram os que mais mostraram que estavam querendo vencer, os demais, pouco fizeram para merecer melhor sorte.

Juan foi bem na zaga, deveria receber mais chances na posição que sempre rendeu melhor.
Daniel comprometeu mais que o Nei, cometendo penalti que mostra bem suas deficiências.
E Bolatti assustou a torcida, ao realizar péssima partida, errando praticamente todos os passes e marcando muito mal.

Agora é esperar que o Nei retorne logo, pois ruim com ele, mas pior sem ele.
Ou então o Falcão arrisca com Glaydson na lateral, pois tá difícil de achar no grupo uma solução melhor.
D'Alessandro deve voltar e com isso a armação do time irá melhorar bastante.
Gilberto, atacante que já tem condições legais e chega com boas referências, já deve ficar como opção. É uma posição que ainda não resolvemos, pois mesmo o Zé Roberto marcando gol contra o Santos, o Damião voltou a ficar muito isolado.

Precisamos vencer o Ceará, que virá cansado do jogo de quarta pela Copa do Brasil, ainda mais que o jogo será no sábado.
A vitória precisa vir de qualquer jeito, mas o bom futebol também precisa aparecer no Inter, para deixar a torcida menos preocupada com nossa participação no Brasileirão.

19 de maio de 2011

FÁBRICA DE CRISES (*)

Muito já se falou sobre a épica conquista do Inter. Um Campeonato Gaúcho que parecia fadado ao desprestígio, acabou proporcionando uma disputa eletrizante. Como há muito não se via!!

Ainda de ressaca por tantas comemorações, a cabeça da torcida colorada se volta para o futuro à curto prazo.

A primeira situação que se coloca é a venda eminente de Damião. Verdade?

A fábrica de boatos que costuma ter o Inter como principal alvo não dá tréguas! Nem bem começou a se falar sobre o grupo que deverá formar o time do Inter para o campeonato brasileiro e Leandro Damião “já está vendido”. Vale refrescar a memória que, ainda no calor das partidas decisivas, Oscar “voltaria para o São Paulo”… Isso sem falar que na semana que precedeu o GreNal decisivo o Inter era o clube recordista de “ex-atletas” em seu elenco. Cavenaghi já estava até vendido para o Estudiantes.

Paranóia? Vamos fazer apenas um exercício: do lado gremista, quantos jogadores foram “vendidos”? Alguma vez se falou que o jovem Leandro não renovaria? Será que o grupo tricolor tem tão pouca qualidade que não interessa a ninguém? Óbvio que não! Falava-se em dispensas (que depois seriam na ordem de 10!!!) mas nenhum nome era citado. Enquanto isso os jogadores colorados eram nominalmente “negociados”.

O Inter teve que lidar com a “crise” das obras, a “crise” da parceria das obras, a “crise” política, a “crise” da saída de Aod….

Nos cinco primeiros meses do ano não houve trégua! O Inter era uma fábrica de crises! Será mesmo?

Falcão assumiu abaixo de críticas – que foram amenizadas pelos bons resultados iniciais – para logo voltarem em dobro com a desclassificação da Libertadores. Em menos de uma semana nasceu uma “revolta” dentro do Beira-Rio contra o novo treinador!

Será mesmo? O título conquistado de forma espetacular jogou por terra essa “teoria”.

O que me parece é que a senda de vitórias coloradas incomoda muita gente. Desconfio que a última década de sucesso do Inter está gerando descontrole, para se dizer o mínimo, dentro de certos veículos de comunicação. O sobe e desce da gangorra, que antes era natural, parece ter a necessidade de certas interferências para justificar resultados dentro e fora de campo.

Não se trata de paranóia nenhuma! O histórico recente atesta que existem interesses que adoram ver no Inter uma fábrica de crises. Felizmente, os títulos estão contrariando essa sina.

O Inter tem, é óbvio, seus problemas, defeitos e – eventualmente – crises. Mas daí a essa farra de boatos…. O torcedor colorado já está ficando vacinado.

(*) Texto publicado em 18/05/2011 no Blog Gigante, do Thedy Correa: http://wp.clicrbs.com.br/bloggigante/2011/05/18/fabrica-de-crises o qual reproduzo aqui porque concordo integralmente.

15 de maio de 2011

Essa Terra tem dono, é do Internacional, 40 vezes Campeão Gaúcho

Dois gre-Nais parelhos, decididos nos detalhes.
E nos detalhes o Inter foi superior ao gremio e mereceu conquistar seu título de número 40 do Gauchão, sem dúvida é quem manda nesta Terra, que voltou a ser vermelha.
E vencer gre-Nal, ser campeão, na casa do nosso maior rival, não tem preço, é muito bom.

O primeiro gre-Nal já tinha sido vencido pelo gremio pelas falhas do Renan e da zaga Colorada, mas poderia muito bem ter terminado empatado, pois os dois times jogaram muito igual.

No segundo gre-Nal, o gremio foi melhor no início, quando Falcão escalou um time com 3 zagueiros e muito recuado, com Damião isolado na frente.
Mas após a entrada do predestinado Zé Roberto, o Inter emparelhou o jogo e começou a ter vantagens.
Damião perdeu gol de cabeça, em grade defesa do Victor.
Mas, na segunda chance que teve, em cruzamento de Zé Roberto, empatou o jogo e se colocou como artilheiro disparado do Gauchão.

No fim do primeiro tempo, em escanteio cobrado por Zé Roberto, Andrezinho, mesmo mancando, faz um golaço pegando de primeira o rebote.

No segundo tempo, após grande jogada de Zé Roberto, que cruzou para Damião, este quase ampliou.
Mas, na chance seguinte, Zé Roberto, sempre ele, recebe na área e sofre penalti de Victor.
D'Alessandro amplia em cobrança perfeita.

Se o Renan não voltasse a ter uma falha gritante, o Colorado já poderia ter comemorado o título sem precisar dos penaltis.
Mas antes dos penaltis, já nos acréscimos, Zé Roberto, em outra grande jogada, chuta muito forte, mas Victor faz grande defesa.

E, nos penaltis, após 3 grandes defesas do Renan, uma para cada falha dele nos dois gre-Nais, o Inter vence, com o penalti decisivo sendo batido por ele, Zé Roberto, o nome desta final, o melhor jogador disparado desta grande vitória Colorada, e o grande responsável pela vitória do Inter.

Índio, quando não se esperava mais nada dele, que vinha lento e prejudicando o time em outros jogos, mas neste gre-Nal, o Índio foi um gigante no segundo tempo, ganhando quase todas as jogadas e sendo um dos grandes nomes deste jogo.

Agora é esperar que o Inter saiba avaliar com critério porque venceu, as suas virtudes, que foram a raça mostrada neste último jogo, a concentração que voltou a ter nos jogadores e principalmente a mudança do esquema, não deixando o Damião tão isolado.

Mas também avalie bem o que não está bem, pois Renan, mesmo sendo herói nos penaltis, comprometeu muito, deveria dar lugar para o mais confiável Lauro.
Nossa zaga precisa pelo menos um zagueiro rápido, não se pode ter dois jogadores lentos, pois eles até podem se superar, como fizeram hoje, mas em um campeonato longo, isso será mais complicado de ser superado com zagueiros lentos.

E principalmente que o gremio não seja o parâmetro para definir se estamos bem ou não, o nosso parâmetro precisa ser times mais qualificados, clubes que tenham ganho títulos importantes nos últimos 10 anos, é com estes que precisamos nos comparar e buscar superá-los.

Com o gremio, fomos iguais em quase tudo, mas vencemos duas vezes nos penaltis, ou seja, nos detalhes.
Agora é buscar organizar melhor o time, achar soluções para nossa zaga e ter um ataque mais consistente, pois só assim para disputarmos em condições de vencer o Brasileirão, título que não vencemos faz 32 anos.
Por sinal, a última vez foi com Falcão, em 1979, quem sabe o Falcão não repete este ano?

8 de maio de 2011

As trapalhadas nos 3 gols que tomamos no gre-Nal

Quanto mais eu olho os gols tomados pelo Inter, mais fico indignado.

No primeiro, um balão prá área, Viçosa entre Rodrigo e Bolívar, o Rodrigo decide, não sei porque, que o lance não era com ele, devia ter imaginado que era o Damião que deveria se preocupar com a bola.
O Bolívar, surpreso com a decisão do Rodrigo, mas com todo tempo do mundo prá chegar na bola, caminha na direção do Viçosa num passo preguiçoso, mas aí aparece um Renan alucinado indo na bola e tentando socar a bola ao lado da cabeça do Viçosa...isso mesmo, ao lado, talvez o Renan tenha imaginado que o Viçosa iria furar de cabeça e por isso ele se posicionou para cortar a bola ao lado da cabeça do Viçosa.
Três trapalhões juntos na bola, só poderia dar nisso.

Antes deste lance, Bolívar perde bola infantilmente pro Douglas que toca pro Viçosa que só não fez porque o Renan desta vez saiu bem do gol.
Mas era mais uma falha da nossa zaga.

No segundo, aos 40 segundos do segundo tempo, ainda anestesiados pelo intervalo(o que rola neste intervalo que os jogadores voltam assim?) o Viçosa recebe tranquilo na meia-lua, nenhum volante no combate, dá o passe entre Bolívar e Rodrigo e aí a coisa mais incrível que já vi.
Podem conferir na TV, mas prestem atenção no Rodrigo, ele tem todas as condições do mundo de chegar na bola e cortar o chute do Leandro, mas tenta dar um toque, de pé, sem nenhuma garra prá cortar o lance, e o Leandro dá de bico e chega antes dele.
Um zagueiro decente daria um carrinho, aqueles que é só atirar as pernas na frente da bola que o cara no máximo vai chutar em cima dele, travando o lance.
Mas não, o Rodrigo vai mole e o Leandro faz o gol numa tabela que de novo a zaga ficou olhando.

E, no último gol, outro balão para a meia lua da nossa área, de novo os dois zagueiros fazem de conta que o lance não é com eles, nenhum dos dois vai na bola, e o Renan, prá completar a trapalhada, toma mais um gol de cabeça de fora da área, por cobertura, assim como no México ano passado.

Foram irritantes os gols tomados, de uma defesa que precisa urgentemente de mudanças, que não podem passar desta semana.
Treino de terça-feira já tem que ter gente nova por ali, Lauro no gol e um zagueiro rápido, com boa recuperação, precisamos urgente de alguém que faça isso, e não fique mais assistindo a gente tomar gol, como se a responsabilidade não fosse da zaga.

Zaga precisa de atitude, zagueiro bom é aquele que se atira na bola, se arrebenta, mas não deixa o cara chutar em gol.
E a nossa zaga tá longe disso, tudo muito passivo e sem aquela vontade de evitar o gol, como se a responsabilidade não fosse deles.

Inter perde apresentando os mesmos defeitos contra Penarol

O Inter jogou um primeiro tempo parelho com o gremio, até tivemos uma chance clara de gol a mais, o gremio criou 3 chances e nós 4.
No segundo tempo sim só criamos o lance do gol, mas não concordo com quem diz que o gremio foi amplamente superior, pois o gremio criou apenas os dois gols que fez, logo, nos 90 minutos, o empate seria o mais justo.
Mas também dá para considerar justa a vitória do gremio, pois mesmo tendo as mesmas chances que o Inter, teve um aproveitamento melhor.
Mas em termos de desempenho, foi um gre-Nal muito parelho.

Agora, examinando o que o Inter esteve mal, que foi sua defesa, alguma coisa urgente precisa ser feita.
Lembro de 1979, quando um zagueiro de 17 anos, o Mauro Galvão, foi lançado no meio de super craques.
Está mais do que na hora de dar chances para um jogador jovem na defesa Colorada, pois o maior problema é a velocidade.
Nossa zaga é lenta, além disso, Bolívar e Nei estão comprometendo também na parte técnica.
Rodrigo também está muito parado, olhando e esperando pelos outros, sem reação.
Juan, Romário e Rodrigo Moledo devem ser experimentados, não dá mais para ficar esperando mais, já passou da hora de resolver este problema que se arrasta faz anos.

Diante da lentidão e fraco desempenho de nossa zaga, até admito jogar com 3 volantes, que não gosto, mas ou resolvemos o problema da zaga, ou vamos ter que proteger a zaga ao máximo possível com volantes e evitando da bola chegar.
Uma coisa ou outra precisa ser feita, pois hoje o ataque fez o que se esperava, marcou dois gols, poderia ter feito mais, mas a zaga entregou.

E chego no Renan, que sempre critiquei, desde sua primeira passagem no Inter.
É um goleiro que até melhorou tecnicamente este ano, mas sempre acaba entregando e mostrando que falta braço.
No primeiro gol, de novo perde uma bola para um atacante, mesmo que ele tenha o recurso dos braços e mãos, mas consegue errar o tempo da bola e tomar um gol ridículo.
No segundo gol, mais uma precipitação e consegue de novo tomar gol de cabeça de fora da área, assim como já fez na final da Libertadores.
Coisas que parecem que só acontecem com o Renan.
A zaga errou feio também nestes gols, mas Renan teve parcela altíssima de culpa neles.

Sei que o Renan tem seus problemas particulares, emocionais, mas isso todos tem, precisamos que dentro de campo os jogadores tenham a personalidade para superá-los.
Se não tem condições emocionais e nem técnicas, então tem que colocar outro.
Lauro ficou no banco hoje, está em condições e espero que retome a titularidade já no próximo jogo.

Sóbis pouco ajudou no isolamento do Damião.
Assim como D'Alessandro decepcionou de novo, foi justa sua saída.
Sei que vão dizer que o melhor do time nunca deve sair, mas se isso ocorrer, desanima o resto do grupo, que não vê critérios técnicos para definir quem joga.
Acho que Cavenaghi e Oscar deveriam ter iniciado a partida, pois nossos dois maiores problemas são o isolamento do Damião e a falta de velocidade, duas coisas que estes dois jogadores podem ajudar.

Tivemos os mesmos defeitos do que contra o Penarol, até tomar gol nos primeiros segundos tomamos, além de levar mais uma virada dentro de casa.
A zaga lenta, alas que pouco contribuem, meio campo lento e atacante isolado na frente.

Agora é esperar que esta semana seja de muitos treinos, posicionamentos melhores da defesa, nada de jogar em linha e que os problemas identificados sejam resolvidos.
Afinal, perder é ruim, mas pior ainda é não saber porque perdeu e não tentar resolver nossos problemas que estão cada vez mais evidentes.

29 de abril de 2011

Inter consegue importante vantagem no Uruguai

Empate justo no primeiro jogo entre Inter e Peñarol.
Achei que o Inter foi bem contra o Peñarol, propôs o jogo, mas os primeiros minutos foram ruins, quase levamos gol ali, felizmente o Renan fez duas ótimas defesas.
Depois disso, o Inter foi bem na defesa e meio campo, mas não conseguia finalizar, voltou o problema de tocar muito a bola sem profundidade.

Teve um lance incrível no segundo tempo que resume bem a falta de criatividade. Pela esquerda, Oscar, Kléber e D'Alessandro ficaram tocando bola e os 3 tiveram a chance de avançar ou cruzar pro Damião, mas foram recuando, recuando, até a bola chegar no Guinazu que chutou prá lateral.

Esse problema já existia com Roth, segue com Falcão, e agora a gente sabe melhor que não tem nada a ver com orientação do técnico, que é contra isso.
Espero que o Falcão trabalhe muito para tornar o Inter mais objetivo, que chute mais a gol, pois ontem, mesmo com o domínio que tivemos contra o Penarol, tenho que admitir que o empate foi excelente, pois fizemos um gol e praticamente não tivemos chances de gol claras, portanto, o 1x1 deve ser comemorado.

Bolatti jogou muito, foi o melhor do jogo, pena que não poderá jogar o gre-Nal.
Seu substituto deveria ser Tinga ou Glaydson, mas acho que o Falcão vai de Mathias, infelizmente.
Damião também esteve bem, pois, mesmo pouco acionado, conseguiu marcar um golaço e preocupar a defesa adversária, que fez muitas faltas nele.

Oscar deveria ser titular, mas sem deixar o Damião sozinho. Prefiro o Oscar no lugar de D'Alessandro ou Andrezinho, sim, coloco o argentino, pois o Oscar, se for por mérito, vem jogando mais que o argentino.
Mas tiraria o Andrezinho, mesmo que a gente perca um pouco na bola parada, mas D'Alessandro tem mais potencial para desequilibrar que o Andrezinho.
E experimentaria o Cavenaghi com Damião.

Já tá na hora do Cavenaghi ter mais chances, no próximo jogo o Bolatti está fora, portanto, podemos escalar o Cavenaghi.
Espero que tenhamos 3 argentinos e mais o Oscar iniciando o gre-Nal.

25 de abril de 2011

Inter, de Falcão, quebra tabu e vence o Juventude

A vitória Colorada contra o Juventude foi justa e poderia ter sido mais tranquila do que os 2x1, se o Inter aproveitasse melhor as chances do segundo tempo.
Mas Bolatti, num golaço, e Tinga, em jogada sensacional de Damião, marcaram os gols que foram suficientes para nos colocar na final.
Desde 2005 o Inter não vencia o Juventude no Alfredo Jaconi, um tabu a menos.

Falcão mostrou a diferença que faz um técnico que entende de futebol e joga sempre para vencer, mesmo fora de casa.
Escalou certo e mexeu no time da maneira correta.
No momento da expulsão do Bolatti, se fosse o Roth, entraria o Mathias e iríamos segurar um empate heróico, tomando sufoco, e levar pros penaltis, talvez vencêssemos, mas seria a vitória do medo.
Com Falcão, duas boas alterações, entra Tinga, jogador de movimentação, e depois Zé Roberto, também de movimentação.
Assim, com dois jogadores de movimentação, compensamos o jogador a menos e seguimos atacando até chegar a vitória.

Também destaque aos poucos riscos que passamos, pois o Juventude só teve uma chance de gol, já no final da partida.
Rodrigo está muito bem na zaga.

Grande atuação de Oscar, o qual deveria seguir como titular, mesmo com a volta do D'Alessandro, deixando o Andrezinho no banco.
O Andrezinho até tem jogado bem, mas é uma questão técnica, pois Oscar joga mais que Andrezinho.
Assim, deixa o André para o segundo tempo, caso seja necessário.

Pena foi a expulsão do Bolatti, pois a entrada do Tinga causa um problema, já que o Guinazu precisa recuar para ser o primeiro volante.
Numa emergência, como em Caxias, tudo bem, mas no próximo gre-Nal, vejo isso com preocupação, pois perderemos na bola alta.
Menos mal que não vejo no grêmio nenhum jogador que seja alto e bom no cabeceio, pelo menos do meio prá frente, para tirar proveito da baixa estatura dos nossos dois volantes.
Portanto, mesmo tendo o Mathias, que é alto, e o Glaydson, que é da posição, acho que o melhor seria escalar o Tinga.
Mas se o Tinga, até o gre-Nal, apresentar os seus seguidos problemas musculares, colocaria o Glaydson.

Mas pensar no gre-Nal só a partir de sexta-feira, até lá, foco total no Peñarol e na grande vitória que acredito que conquistaremos no Uruguai, além de uma invasão de Colorados ao estádio Centenário.

10 de abril de 2011

Ataque comprova que Roth era um atraso ao time

Foi só escalar dois atacantes o tempo todo que o time fez mais gols.
Nada contra o Zé Roberto, mas este é meia, sempre foi, era um atraso o que o Roth fazia escalando o Damião isolado.
O time fez seis gols, coisa que o time do Roth nunca fez, até porque não tentava fazer.

D'Alessandro jogou demais, livre para criar e chegar na área.
Sóbis aproveitou bem sua chance e jogou muito bem, marcando gols e criando outras situações.
Cavenaghi também mostrou serviço, fazendo seu primeiro gol pelo Inter.
E Andrezinho, como sempre acontece quando entra no segundo tempo, jogou muito bem, pena que ele não mantenha o nível quando começa jogando.

Mas a defesa continua preocupando, no primeiro gol que tomamos o cara recebe na ponta-direita livre, cruza na área e o Lauro disputa com dois atacantes livres e no rebote o jogador deles chuta livre para marcar.
E nossa defesa assistindo, olhando, sem fazer nada, incrível.
O Lauro realmente falhou, mas a zaga errou também de forma muito mais preocupante.

E no segundo gol, de novo a zaga só olhando.
Tô muito preocupado com nossa zaga, temos que acertar isso, pois por pouco o Canoas não fez mais gols no primeiro tempo.
Além da zaga, o Mathias, com toda sua estatura, não consegue se impor na bola alta.
Glaydson entrou e marcou melhor e saiu melhor pro jogo, joga muito mais que o Mathias, só não tem o padrinho dele.

E uma observação, o Canoas mostrou a camisa mais feia que já vi, pareciam que estavam usando aqueles coletes laranjas de futebol society, por cima de uma camiseta branca.

Agora é esperar o Falcão arrumar a zaga e ir com tudo para conquistar todos os títulos deste ano.

Bom retorno, Falcão, aqui é a sua casa

Paulo Roberto Falcão, o maior ídolo Colorado, o melhor jogador de todos os tempos do Inter, agora tem um novo desafio, ser o melhor técnico Colorado de todos os tempos.
Conhecimento, experiência e idéias bem claras e modernas, ele tem.
Por sinal, suas idéias sobre futebol sempre foram admiradas por mim, pois seus conceitos são parecidos com os meus.
Agora, falta colocar toda a teoria, na prática.

Falcão se preparou para este momento, após treinar as seleções Brasileira e Japonesa e os clubes Inter e América-México, percorreu o mundo comentando jogos com a Globo e vendo muitas maneiras de se jogar futebol.
Humilde, recentemente fez curso de técnico, coisa que muitos acham besteira, pois dizem que já sabem tudo, mas Falcão, mesmo já tendo atuado 5 anos como técnico, fez questão de fazer o curso.

Apoio não irá faltar para ele por parte de todos, sejam torcedores, dirigentes, imprensa e jogadores, pois a admiração com Falcão é algo que ocorre até mesmo por parte dos nossos adversários da Azenha.

O confronto gre-Nal, do Inter de Falcão, o maior jogador de sua história, contra o gremio de Renato, também o maior jogador de sua história, será um acontecimento épico.

Boa sorte Falcão, em todos os jogos no Inter, principalmente em gre-Nais, e que sua passagem no Colorado seja muita longa e com grandes conquistas, afinal, o Beira-Rio, é sua eterna casa.

7 de abril de 2011

Campanha FORA ROTH

O grande problema, nesta derrota Colorada para o fraco Jaguares, é que o Roth foi para o jogo com uma escalação equilibrada mas o time não foi equilibrado.
D'Alessandro e Oscar jogaram recuados, mais preocupados em marcar do que atacar.
Zé Roberto também ficou no meio, assim, Damião ficou isolado na frente.
A bola não chegava e o Inter sempre foi lento na transição defesa para ataque.
A única jogada era balão prá área procurando o Damião sozinho entre os zagueiros.

A partir do gol tomado, em falhas gritantes de Nei(principalmente) e Índio, o Roth começou as alterações.
Sóbis, Andrezinho e Mathias entraram. Saíram Oscar, Zé Roberto e Bolatti.
Basicamente alterações por jogadores mais descansados apenas, nada que mudasse radicalmente a forma de jogar.
Andrezinho quase empatou, mas o Jaguares sempre foi mais perigoso que o Inter.

Faltou mais vontade de vencer, mais coragem ao treinador, que perdendo o jogo, poderia ter tirado um volante e colocado o Cavenaghi.
Quando ele tirou o Bolatti e colocou o Mathias, parecia que queria manter a derrota por apenas 1x0, pois era neste momento que deveria ter arriscado e colocado mais um atacante.

As grandes glórias ficam para quem arrisca mais.
Quem não arrisca, nem merece vencer mesmo.

Roth erra quando é medroso e escala volantes demais.
Erra também quando escala certo, pois coloca os jogadores em posicionamentos recuados.

Sua insistência com jogadores que mostram baixo rendimento é algo irritante.
Índio é péssimo faz anos e segue como titular.
Juan, jogador jovem e rápido, nem é testado em sua posição de origem.
Mathias segue sendo seu preferido em qualquer circunstância.

É um treinador medroso e que já deveria ter saído no final do ano do Inter.
Sua permanência é algo que vai contra o bom senso e parece que no Inter estão esperando que o estrago seja maior para tomarem uma atitude sensata.

31 de março de 2011

Show de Oscar e péssimas entrevistas pós-jogo

O que teve de mais positivo nos 3x0 aplicados pelo Inter no fraco Jorge Wilstermann foi a grande atuação de Oscar.
Oscar jogou demais, lembrou muito Kaká quando também tinha 19 anos e estava começando.
O estilo e repertório de jogadas é muito parecido.
O futuro deste guri deve seguir o mesmo do Kaká.

Além dele, D'alessandro retornou e jogou muito bem, se entendendo perfeitamente com Oscar.
Kléber foi outro que fez diversas jogadas combinadas com Oscar e D'Alessandro, deixando a defesa adversária perdida.
Foi por jogadas do Kléber que dois gols aconteceram.

Mathias desta vez jogou bem, de primeiro volante.
Na verdade, praticamente todos jogaram bem, pois estavam todos bem escalados, na suas posições que rendem mais.
Além disso, o time estava bem equilibrado, com dois laterais de apoio, dois volantes, dois meias e dois atacantes.

O problema começou no pós-jogo, quando entrevistaram o Roth, depois o Siegmann e por último o Luigi e todos vão na mesma linha, de que precisamos de mais marcação, que o Mathias foi excelente(realmente jogou bem), que jogos mais difíceis, fora de casa, o time deve ser outro, marcando mais, e insinuando que Oscar e D'Alessandro não poderiam, neste caso, jogarem juntos.
Os 3 volantes ficaram subentendidos que seriam escalados, em situações mais complicadas, e que jogar com dois meias, só em jogos mais fáceis.

Saí da euforia, por uma grande exibição do time, para um misto de tristeza e frustração.
O que mais me fez desanimar é que o pensamento é geral, não é algo só do treinador, afinal, treinador a gente pode trocar, mas é pensamento da diretoria, uma filosofia de trabalho.
E se é filosofia, vai permanecer mesmo que no futuro se troque o técnico...aí desanimei mesmo.

Espero que este tipo de pensamento pequeno e não condizente com a grandeza Colorada, seja revisto em tempo de não comprometer nosso desempenho nas competições atuais e futuras.